sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Ano Novo, Sol,Tarô e Atitudes Renovadas

Aêêêê... ano novo. Tá. O de sempre? Não. A gente está sempre buscando algo melhor. 2019 foi um ano melhor, com certeza, ainda que com aprendizados difíceis, crises de consciência, culpa, arrependimentos que me levaram à terapia, mas tudo necessário mesmo.Já fiz minha retrospectiva, o que me ajudou muito a tomar consciência desses aprendizados e das coisas boas para agradecer. Houve muita mudança, principalmente profissional. Em todos os meses, alguma coisa aconteceu. As mudanças podem ser imperceptíveis ou grandes, mas todas se dão em ciclos. Uns iniciam, outros terminam, e nem sempre esses inícios e términos ficam claros.

Então, vou fazer algo que não faço há muito tempo. Previsões. Eu havia aprendido a usar o tarô de uma forma terapêutica, mas deixei pra lá, então não sei porquê agora me veio essa vontade de escrever sobre 2020 do ponto de vista do tarô.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Dias de Desassossego

O desassossego me acompanha desde sempre. Uma característica muito forte em mim, embora seja natural no ser humano, mas, novamente cometendo o erro grasso da comparação, "me parece" que as outras pessoas são mais seguras sobre seus quereres e seus tempos presentes. Ou não, é tudo "achismo" meu mesmo.

Sempre essa vontade de sair por aí, fazer algo incrível que nunca sei o que é, virar totalmente a minha história de vida, apesar de a mesma ser válida, por todas as minhas lutas, vitórias e dissabores. Lógico que uma sensação desagradável de estar vivendo aquém do que "acho que deveria" me acompanha também, é algo que me deixa com um gosto amargo na boca, até mesmo uma sensação de ser eu mesma uma fraude de mim mesma.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Combate Espiritual

Hoje, eu estava dando uma olhada em alguns livros e encontrei os do pe. Reginaldo Manzotti e vi um título que me chamou a atenção: Combate Espiritual no Dia a Dia.

Gostei do título e desde aquele momento fiquei pensando sobre o tema, pois todos os dias nós travamos nossos combates espirituais. Seja em casa, no trabalho, na faculdade, em que lugar for, em qual situação estivermos vivenciando naquele momento.

Poderíamos também chamar esses combates de pessoais, pois todos os dias somos postos à prova, testando nossos limites de paciência, fraternidade, educação, nossas capacidades físicas e intelectuais. Somos testados e bombardeados constantemente neste mundo.


quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Se autoquestionando aqui e acolá

De tempos em tempos, o que faz sentido pra gente em um momento, não faz em outro, ou quando continua fazendo, a gente tem algumas ressalvas.

"Entrego-me ao meu caminho, aceito a minha jornada, confio em meus passos e agradeço por ser um ser de luz e de possibilidades infinitas."

Essa frase acima, eu "peguei do Vinícius Della Líbera, do canal Longevidade.Yoga, um dos meus favoritos, junto com o da Raquel Rache.

Eu me pergunto: eu me entrego ao meu caminho? Ou fico na reclamação por cada tropeço, me condenando porque não fiz assim ou assado e depois fica a psicóloga tentando me convencer do óbvio, que os erros e enganos são naturais e fazem parte de nossa experiência?
Aceito a minha jornada? Ou fico me crucificando pelos mesmos erros que repito over and over again, sempre recapitulando, com um dificuldade enorme de assimilar o processo de aprendizado?
Confio em meus passos ou fico me comparando aos outros? Agradeço mesmo por ser um ser de luz, com possibilidades infinitas ou fico me questionando sem levar em conta quem eu sou e tudo o que passei e já vivi até chegar aqui, invalidando minha jornada anterior?


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Dejame ser feliz

Mas, apesar do título, eu não tenho que pedir permissão. E para quem eu pediria, não é mesmo? Eu é quem preciso me permitir ser feliz... ainda que esta suposta definição, qualidade, palavra, me soe um tanto, digamos, vaga.
Sim, porquê, ao longo do tempo, e durante 2018 e 2019, eu fui me perdendo... aqui e ali, em cantos escuros de mim mesma... ou eu que "permiti" a falta de luz nesses cantos de mim mesma, me deixando pairar muito tempo na escuridão dos meus medos, traumas, tristezas e outras mazelas psicológicas, espirituais e pessoais. Ou tudo é a mesma coisa.

Assumir responsabilidade por si é uma tarefa árdua e diária, principalmente, num mundo, numa sociedade onde querem nos roubar de nós mesmos o tempo todo, seja através das redes sociais, que se tornaram tóxicas, em seu maior conteúdo, seja numa sociedade massacrante de consumo e de aparência, seja no momento medonho político que estamos vivendo. Nunca os fanáticos políticos e religiosos estiveram mais expostos do que agora. Só assim mesmo para que muitos possam ver o ridículo dos seus conceitos e visões xiitas da vida e de mundo.


sexta-feira, 26 de julho de 2019

Somos Buscadores de Nós Mesmos

Todos somos buscadores de nosotros mismos. Y de vez en cuando tenemos que volver a trabajar nuestras vidas y significados.

E passamos a ser buscadores quando começamos a questionar o que realmente importa para nós, além dos apegos, das coisas, das pessoas, dos hábitos, do que a sociedade impõe. Nos tornamos buscadores de nós mesmos quando nos colocamos como prioridade essencial de nossa vida, tendo em conta que cada momento em nossa vida é um momento na eternidade, levando em conta, que somos Espíritos Imortais vivendo uma vida mortal, humana, dentro de um determinado tempo.

E ainda para os que não creem na imortalidade de alma, a proposta ainda é válida, pois precisamos, de qualquer forma, nos validar e validar o tempo que estamos aqui, seja trabalhando, estudando, caminhando na praia, apreciando uma tarde de chuva de uma janela qualquer, lendo um livro, apreciando a companhia da pessoa amada, brincando com nosso animalzinho de estimação.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Deveria... não deveria...

crédito da imagem no final do post
Quanta água tem passado por baixo dessa ponte que se chama vida...
Entrei numa crise pessoal muito forte, em meados de março e estou aqui, concatenando minhas ideias, vivências... tentando ressignificar a minha vida, meu passado, as coisas que fiz ou não, para poder viver esse presente em paz comigo mesma, tentando lidar com culpas e ressentimentos, mágoas e raivas contra mim mesma... tentando superar meus deverias.
Ah, os malditos deverias...



Entrei numa jornada intensa há quase 4 meses, logo após a vinda de Curitiba. Até meados de maio, eu estava bem deprimida, e sentindo o perigo de uma depressão iminente, novamente, quando comecei a procurar auxílio, e há um mês eu tenho lido, estudado, inclusive, passando com uma psicóloga. Estou num período de muitos questionamentos, meditações, inclusive lendo aquele livro Você Pode Curar a sua Vida, da Louise Hay, intensificando a terapia/ auto-terapia, buscando tudo o que pode me ajudar. 
Engraçado é que muita coisa que foi importante para mim já não é mais; muita coisa que eu dava valor, já perdeu o significado, e para outras coisas nem quero ressignificar mais.

Estou aprendendo a soltar, a deixar ir o que não quero mais, e isso inclui a culpa e o ressentimento que carrego por tanto dinheiro que gastei em consumismo, em não me defender, em não saber dizer não, em tantos apegos. Até a questão do minimalismo apareceu na minha vida e eu mesma estou impressionada comigo mesma, percebendo o quanto estou permitindo ir, doando ou simplesmente jogando fora, junto com um punhado de ideias toscas e conceitos ultrapassados que venho carregando. 

Resgatar a auto-estima, perdida em algum lugar, é tarefa dolorida. Voltar o olhar e o coração para nós mesmos, numa época em que vivemos focados nas redes sociais e todas as mídias é um desafio constante, e exige uma coragem que precisa ser praticada conscientemente, é uma forma de liberdade que precisa ser exercida com consciência e responsabilidade.
Confesso que me sinto estranha na minha própria pele, mas preciso reelaborar esse tempo imenso que perdi e que agora vem me assombrar, me enchendo de culpa e mágoa. Preciso me perdoar, preciso me liberar para poder seguir uma vida com mais significado, mais intensidade, mais a minha cara. E é engraçado que todas essas mudanças começaram no ano passado, quando resolvi assumir alguns sonhos que eu tinha deixado para trás. Agora é o preço que pago por ter me ignorado, por não ter acreditado em mim mesma. Há muito lodo por baixo da ponte, sim, muita água parada e apodrecida. Há muito o que lidar. 

Um grande amigo e irmão meu me disse que meu processo de cura já começou, e a psicóloga me disse que já estou pronta para mudar. 

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