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Interseccionalidade no Feminismo

A palavra parece complicada... bem, eu tenho achado bem complicada, mas fui pesquisar pra ver que raios isso significa. Primeiro, fui suspeitando do seu significado, afinal, dentro do feminismo, eu diria que há várias "vertentes" (se eu estiver errada, me corrijam, por favor). Não há um padrão a ser seguido, não há uma cartilha. Somos mulheres negras, brancas, asiáticas, índias, cis, trans, homo, hétero, temos cabelos lisos, crespos, somos gordas, magras, apreciamos o casamento, e outras mulheres nem querem pensar nisso. Algumas querem, ardentemente, terem filhos, e outras (como eu), nem cogitam a ideia. Algumas são a favor do aborto, outras não. Feministas estão em todas as classes, raças, cores, credos. Mas não combatemos umas às outras. Pelo menos, é o que se espera. Pelo menos, espera-se uma certa sororidade, uma certa cumplicidade entre nós.

imagem do site Lado M
Há grupos fascinantes no Facebook e na web, aqui no Brasil e mundo fora... são várias necessidades, vários pontos de vista, de vida. Cada grupo de feministas, ou vertente, luta por aquilo que vive, mas ciente de que há outras necessidades e vivências também, e é isso que é preciso compartilhar.
Outro dia, eu tinha ido à uma reunião de trabalho, e, lá pelas tantas, uma mulher disse assim: "ah, ela não depilava as axilas porque era feminista."
Oi???  Que vontade eu fiquei de levantar e dizer pra ela que cada mulher é de um jeito. Essa mulher que não quer se depilar está no direito dela, quer a gente goste ou não, e a gente não tem nem nada a ver com isso. Eu me depilo.
Tem as feministas que não usam absorventes. Preferem o coletor menstrual e explicam porquê essa preferências. E muitas outras, não. E por aí vai, minha gente, não podemos cair na ignorância de rotular todas as mulheres e feministas como uma só. Vamos nos informar, porquê a ignorância faz um horrendo desserviço em todos os tempos e lugares, né?

Nossa sociedade patriarcal nos impõe essa visão de que mulheres são inimigas de mulheres, nós acabamos como competidoras umas das outras, e pelas coisas mais bestas: por causa do cabelo, se é mais ou menos magra, se tem mais ou menos peito ou bunda, pelo "omi" ideal, e é uma sangria que a gente se depara com memes ridículos nas redes sociais, do tal do recalque... Meninas e adolescentes, que deveriam se preocupar em estar estudando, ficam trocando alfinetadas pelas redes, posando nas fotos, atraindo olhares pedófilos. Essa competição não é saudável mesmo. Nós temos problemas e objetivos mais sérios, como nossos estudos, trabalho, independência, nossa espiritualidade. Temos tanto a questionar e a lutar que, quando nos voltamos à essas questões comezinhas, acabamos por diluir a nossa força.

extraído do site Ancoragem,org

É como, quando meninas, já sermos (des)orientadas a brincar de bonecas, vestir rosa, ter um comportamento assim-assado, ganhar joguinhos de cozinha... tudo o que nos direciona a sermos futuras mães dona de casa. Novamente, eu digo, ser mãe e dona de casa não é o problema, mas o problema está em que todas as mulheres tenham que, obrigatoriamente, seguir esse padrão. Tem gente que gosta, sim, e é feliz, outras não conseguem nem imaginar, de longe, uma vida assim. Cada mulher tem uma posição na vida, mas minha posição é a de que há, desde cedo, uma predisposição para nos educar que sejamos assim, dentro de um padrão patriarcal, onde a mulher parece existir para servir ao homem. Mas também eu afirmo que nem todos os homens concordam com esse papel machista. Tem homens que querem que suas mulheres tenham sua vida, sua independência, seu emprego, sua carreira. Lógico que um homem desses, além de ser difícil de encontrar, é bem resolvido. E outra informação que parece irrelevante, mas um homem feminista não está ameaçado em sua masculinidade... por favor!!! Nem todo "omi" levanta a mão contra uma mulher, embora, lógico que muitos "omi" nem podem ouvir a palavra feminismo que já se borram.  As pessoas podem ser dignas, sim, independente de gênero, mas tudo passa por educação, informação e esclarecimento.


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