Ch-ch-ch-changes!

Mudanças ... Novamente, este blog passa por mudanças...
A partir de hoje, o domínio sai de apanagiodeluz.blogspot.com para este atual, o qual você acessou. O título Apanágio de Luz, mais voltado para assuntos ligados à espiritualidade, também mudou para este atual e ainda vai mudar outras vezes. É preciso.

E o assunto de hoje é sobre a mulher poder ser quem ela quiser, lógico. Não vou muito fundo nas reflexões desta vez, mas quero deixar claro que a mulher é quem deve ter o poder de decidir o que ela quer fazer e o ser na vida. Se quer ser dona de casa, engenheira, professora, advogada, músico, bailarina, presidente de empresa, executiva numa grande corporação, médica, físico nuclear, enfim.

Vou morrer dizendo que toda mulher precisa é ter sua vida, sua casa, seu estudo, seu dinheiro, pois só assim consegue ter a sua independência, já que toda dependência na mão da família e de um homem é um terreno arenoso que tende a ruir com o tempo e vem cheio de cobranças exteriores que massacram a mulher por dentro.

E vou mesmo morrer dizendo que toda mulher deve quebrar com os padrões de beleza estabelecidos, que ela deve assumir suas gordurinhas, a beleza de sua pele, seja branca, negra, índia, asiática; que ela deve assumir seus cabelos, enfim, que a mulher deve assumir sua beleza exterior e cultivá-la, cuidar-se com carinho e respeito, pois aprendemos, desde cedo, a como devemos não nos amar.

Eu tive uma mãe que debochava do meu nariz, mais larguinho, dos meus lábios, do meu cabelo crespinho, tanto que, quando eu era criança, o cortou bem curto para não ter trabalho de cuidar dele. E, por muitos anos, eu vivi de cabelo curto, o qual descoloria, pintava de azul, vermelho ... até que resolvi, atráves da inspiração da minha esposa, a deixá-lo crescer e hoje um dia é um cabelão!!! Ehehehe...

O processo de nos amarmos, nos cuidarmos e respeitarmos, leva uma vida inteira.... e para quem acredita na vida além da vida, leva várias vidas. Nossa auto-estima é constantemente bombardeada e somos expostas e comparadas a padrões de beleza que a sociedade impõe, somos comparadas a corpos e cabelos que nada tem a ver conosco, e acabamos nos sentindo menores e mais feias... pode isso, produção?

Então, como post inaugural do Concatenando Ideias, digo que precisamos nos amar a cada dia, cultivar o que temos e através da informação, da busca de outras ideias, não se isolar, e insisto: a mulher pode ser quem ela quiser. Quando digo isso, não falo apenas das mulheres cis, mas das mulheres trans, de todas as mulheres.

Beijo!

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